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Reflita sobre algumas situações onde a cooperação com o mal é lícita
Sabe o que é a cooperação com o mal?

 

Semana passada, em nossa série de textos voltados para o sacramento da confissão, nós procuramos mostrar situações em que a cooperação com o mal é lícita. Existem casos onde a nossa Igreja soube, por meio de seus santos teólogos e como mãe que é, mostrá-los. Fez isso com o intuito de acolher as pessoas que, se deparam com situação extremamente complicada e, assim, coloca as consciências em ordem.

Esse texto de hoje é uma exata continuação do último, trazendo vários exemplos de como crescer nesse discernimento. É fundamental ler o texto da semana passada, caso contrário, esse fica fora de contexto. Ler o anterior é extremamente importante.
 

Para ilustrar melhor a cooperação material, vamos a vários exemplos.

Pagar impostos a um governo tirânico

É lícito pagar o imposto a um governo assim. Nesse caso, é uma cooperação material e indiferente. Você não está sendo tirano, e sim o governo. Ainda assim a causa é remota, pois, não é possível saber se será justamente o seu dinheiro que será usado para a tirania. Numa cooperação indiferente, qualquer motivo razoável basta para ser lícita a cooperação. Nesse caso, o motivo razoável seria as perseguições que você e sua família poderá sofrer caso não haja o pagamento do imposto. Nesse sentido, o meio de combater o governo tirânico, deverá ser pelas vias políticas possíveis.

O taxista que leva o cliente para o pecado

Um taxista, trabalhando no período noturno, encontra clientes que pedem para ir para um prostíbulo. É uma cooperação material indiferente (observe a mudança da matéria do pecado, comparando ao vendedor de armas). Se você não levá-los, certamente eles pegarão outro táxi. É até lícito levá-los, especialmente se o taxista estiver passando necessidade financeira.

Porém, apesar das dificuldades, seria virtuoso negar-se sob um pretexto explícito aos clientes, dos problemas morais envolvidos. Seria diferente, o taxista levar uma pessoa a uma clínica de aborto. Nesse caso a cooperação continuaria sendo indiferente, pois as pessoas podem pegar outro táxi, porém, dentro de uma razoabilidade, o choque de consciência causa uma desproporcionalidade total. Seria a sua cooperação na morte de um inocente.

Um anestesista

Imaginemos operações moralmente ilícitas tais como laqueadura ou mudança de sexo. Seria correto diante de Deus, aplicar o seu trabalho em um hospital que faça essas praticas?

Nesse caso, a cooperação dele é material e indiferente. É lícito trabalhar ali. Diferente é o caso do cirurgião. O anestesista não incorre em pecado, o cirurgião sim.

No caso de um residente de medicina, num país onde o aborto é legalizado, ele deve sempre se negar a fazer o aborto. É cooperação formal. Agora, no caso dele ser obrigado a instrumentalizar uma cirurgia de aborto sob a pena de não tirar seu diploma, passa a ser uma cooperação material indiferente, especialmente no caso do aborto acontecer de qualquer forma. É lícito o trabalho dele. Pois, sendo cristão, no futuro, ele como médico, poderá ajudar a reverter o quadro. Se o aborto depender do trabalho dele, ele deve se negar, mesmo sob pena de não se formar.

Venda de material pornográfico

Um jornaleiro que em sua banca tinha revistas pornográficas e, parte do seu sustento, dependia disso. A venda de revistas de conteúdo exclusivamente pornográfico é cooperação formal, ou seja, ilícito portanto.

Se uma revista de sua banca tem pornografia, mas não é exclusivamente pornográfica, (que é o caso de praticamente todas as revistas de grande circulação nacional brasileira atualmente), não seria cooperação formal ao pecado, pois, as pessoas não irão comprar essa revista, necessariamente, pela pornografia. Seria uma cooperação material indiferente.

Farmácia que vende abortivos

O farmacêutico que vende remédio abortivo, nos locais onde o aborto é legalizado, faz cooperação formal.

No caso da venda de um medicamento cujo a finalidade seja dar um choque hormonal numa jovem e que isso não venha a produzir um aborto, não há pecado. O mesmo caso a camisinha. Só é lícita a venda para o uso que não seja para o controle de natalidade proposital. O controle de natalidade deve ser sempre de forma natural. Somente é licito quando uma autoridade eclesiástica libera o uso por motivo de risco de vida numa próxima gestação.

Pílula do dia seguinte é sempre para o mal, pois é abortiva e só serve para isso.

O dono da farmácia e o funcionário que faz a venda, estão em cooperação formal com o mal.

O empregado vê seu patrão roubando a empresa

Qual seria a melhor postura? O correto é denunciar ou não?

É preciso verificar se a denúncia terá bom efeito ou não. Se perceber que não vai dar resultado algum e só vai criar confusão, incluindo para si, obviamente não há obrigação fazer a denúncia. Porém, no caso de se saber que a denúncia iria, de fato, trazer a correção do caso e, mesmo assim, houver a omissão por parte do funcionário, seria uma cooperação formal. É necessária a sua denúncia. Agora, se isso acarretar em risco para a própria vida ou de alguém da família, não se pode fazer a denúncia, porque uma vida vale mais do que o dinheiro.

A testemunha do assassinato

Se a pessoa for chamada aos tribunais e testemunhar contra o assassino, sabendo que, com isso, haverá vingança e acarretará na sua morte. O que fazer?

A sua morte, após testemunhar contra o assassino, é certa. Porém, ao mesmo tempo, é incerto que o assassino irá matar novamente caso não seja condenado. A sua omissão não seria pecado. Será um assassinato a menos na vida do assassino, um assassinato certo, o seu, caso testemunhe. O futuro do assassino, caso você não testemunhe e incorra a sua liberdade, pode conter muita coisa, inclusive a mudança do assassino.

Veja que, todos esses exemplos são colocados para cristãos que querem seguir uma vida de rompimento com o pecado grave. Cristão que querem se unir a Deus, são explicações sobre a cooperação lícita ou ilícita com o mal.

Semana que vem, vamos tratar das virtudes como meio de busca de conversão. Um pequeno esforço nosso onde resulta em uma enorme resposta positiva de Deus.

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