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16 de Maio de 2019
Papa: O Senhor nos dá a paz, mas devemos pedir ‘livrai-nos do mal’
Francisco deu continuidade nesta quarta-feira, 15, ao seu ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso

“Do perdão de Jesus na Cruz brota a paz, a verdadeira paz vem de lá (…). O Senhor nos dá a paz, nos dá o perdão, mas nós devemos pedir ‘livrai-nos do mal’, para não cair no mal. Esta é a nossa esperança”. Foi o que afirmou o Papa Francisco nesta quarta-feira, 15, diante dos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro para a Audiência Geral. O Santo Padre deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a oração do Pai Nosso, e falou sobre a expressão “Livrai-nos do mal!”.

A expressão tema da reflexão da Audiência Geral desta quarta-feira, 15, é usada pelos fiéis, segundo o Pontífice, não somente para pedirem para não serem abandonados no tempo da tentação, mas também como súplica para serem libertados do mal. “O verbo grego original é muito forte: evoca a presença do maligno que nos rodeia e quer nos devorar (cf 1 Pe 5, 8) e do qual pedimos a Deus a liberação”, completou.

Jesus ensina aos seus amigos, de acordo com o Santo Padre, a colocarem a invocação do Pai antes de tudo, até mesmo e especialmente nas vezes em que o maligno se faz presença ameaçadora. “A oração cristã é uma oração filial e não uma oração infantil (…). Se não existissem as últimas palavras do ‘Pai Nosso’, como os pecadores, os perseguidos, os desesperados, os moribundos poderiam rezar?”, questionou Francisco, que explicou:

“Há um mal em nossa vida, que é uma presença indiscutível. Os livros de história são o desolador catálogo de quanto a nossa existência neste mundo tem sido uma aventura muitas vezes fracassada. Há um mal misterioso, que certamente não é obra de Deus – sim, não é obra de Deus –, mas penetra silencioso entre as páginas da história. Silencioso como a serpente que carrega o veneno silenciosamente. (…) Em alguns momentos parece até mesmo assumir o controle: em certos dias, sua presença parece até mesmo mais nítida do que aquela da misericórdia de Deus. Nos momentos do desespero é mais nítida”, enfatizou o Pontífice.

Francisco alertou que a pessoa que reza não é cega, e vê com clareza diante de seus olhos o mal que é tão presente na sociedade e tão contraditório ao mistério próprio de Deus. “Não há ninguém entre nós que possa dizer estar isento do mal, ou de não ser ao menos tentado. Todos nós sabemos o que é o mal, todos nós sabemos o que é a tentação, todos nós experimentamos na própria carne a tentação, de qualquer pecado. Mas o tentador que nos sugere – faz isto, pensa isto, vai por aquele caminho – nos leva ao mal”, completou.

O último grito do “Pai Nosso” é lançado, segundo o Pontífice, contra este mal que ele caracterizou por “abas largas” e que abarca as mais diversas experiências: o luto do homem, a dor inocente, a escravidão, a instrumentalização do outro, o choro de crianças inocentes. “Todos esses eventos clamam no coração do homem e tornam-se voz na última palavra da oração de Jesus”, observou. O Papa relembra que precisamente na narrativa da Paixão, algumas expressões do “Pai Nosso” encontram seu eco: “Abbà! Pai! Tudo é possível para ti. Afasta de mim este cálice! Contudo não seja o que eu quero, mas o que tu queres”.

“Jesus experimentou plenamente o ferimento do mal. Não somente a morte, mas a morte na Cruz. Não somente a solidão, mas também o desprezo, a humilhação. Não somente a aversão, mas também crueldade, a hostilidade contra ele. Eis o que é o homem: um ser devotado à vida, que sonha o amor e o bem, mas que depois continuamente expõe a si mesmo e seus semelhantes ao mal, a ponto de sermos tentados a nos desesperarmos com o homem”, sublinhou Francisco.

Para o Santo Padre, o cristão sabe quão subjugador é o poder do mal e, ao mesmo tempo, experimenta o quanto Jesus está ao seu lado e vem ao seu auxílio. “Assim, a oração de Jesus nos deixa a mais preciosa das heranças: a presença do Filho de Deus que nos libertou do mal, lutando para convertê-lo. Na hora do combate final, intima a Pedro para embainhar a espada, ao ladrão arrependido assegura o Paraíso, a todos os homens ao seu redor, inconscientes da tragédia que estava ocorrendo, oferece uma palavra de paz: ‘Pai, perdoai-os, porque não sabem o que fazem’”, frisou.

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